Muito ouço sobre insatisfação. E ouço em tom de crítica. Se diz que todos são insatisfeitos, ninguém está preenchido com aquilo que tem, aquilo que é. E dizem mais: que a busca infinita é doentia.
Balela. Eu diria o contrário: viver concordando com o que já existe é chato. O legal é viver para buscar o que não há. Como o cientista que quer descobrir uma nova cura; o artista que não se esgota em uma obra de arte. Se Quintana disse que o caminho seria triste sem as estrelas, acredite. Chega de moralismo pró-comodismo, que embora rime não é uma boa ideia.
Ideia boa mesmo é ter o sonho como missão. Mesmo que o sonho não seja pessoal, mas universal. E esse, sim, é ainda mais reluzente.
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